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Malaikat


28/09/2009


Boa tarde. Trago agora o segundo capítulo de minha primeira história: Malaikat.

Peço perdão caso haja algum erro que eu não tenha percebido, pois ainda estou em fase de transição com essa mudança na língua portuguesa e tudo mais, mas qualquer sugestão como sempre é só me avisar. Grande abraço!

Escrito por The Scribbler às 13h49
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MALAIKAT

 

CAPÍTULO II – EM DIREÇÃO AOS SEUS DESTINOS

 

-Balans, Balans! – gritou aquela jovem voz.

Speels atravessou correndo as passagens que cortavam a cidade atrás de seu maior ídolo, empunhado de sua espada de madeira. Era um jovem franzino, e não tinha mais que dez anos de idade. Um pouco atrapalhado e muito agitado como sempre, ele vem em direção ao general:

- Soube que você está indo para a batalha! Me leva junto, quero lutar por Skild também!

- Calma meu pequeno parceiro, assim que você tiver idade prometo que lutaremos juntos! Vou lhe ensinar tudo que precisa saber e um dia você me substituirá como general de nosso reino. – diz Balans erguendo o menino.

Desde pequeno Speels sempre teve muita admiração pelo posto que ele ocupava e pela bravura pela qual era conhecido nas batalhas. Com o passar do tempo Balans acabou criando um vínculo afetivo com o menino, e prometeu para o mesmo treina-lo assim que tivesse idade o suficiente e que um dia lutariam lado a lado.

Balans põe o garoto no chão, passa a mão em sua cabeça, vira de costas e sai andando em direção ao quartel do exército de Skild. O quartel era uma construção feita de pedras, localizada quase no fundo da cidade. Dentro milhares de soldados treinavam, afiavam suas armas e limpavam suas armaduras. Sim, ali era a casa dos bravos soldados do exército de Skild, o orgulho daquela cidade. Balans como seu líder logo convocou todos:

- Soldados de Skild, alinhem-se em minha frente! – falou com uma voz firme, digna de um general, e continuou...

- Nosso viajante Meldrod em sua viagem disse ter visto algo horrível! Disse que viu nossos mil soldados mortos na planície de Aravath!

A inquietude tomou conta de todos os soldados, os comentários foram imediatos:

- IMPOSSÍVEL, PARA DERROTAREM MIL DE NOSSOS SOLDADOS SERIAM NECESSÁRIOS 3000 SOLDADOS DE QUALQUER OUTRO REINO, E NÓS SABERÍAMOS DE TAMANHA MOVIMENTAÇÃO! – gritou um dos arqueiros.

- ISSO SÓ PODE SER BLEFE DAQUELE TAGARELA DO MELDROD. – outro soldado exclamou.

Balans interrompeu:

 - Isso não importa, tudo que importa agora é sabermos o que realmente aconteceu lá! Vou escolher cem homens que se juntarão a mim em direção a planície!

- EU VOU! – esse era o grito de todos os soldados dentro do quartel.

- NÃO SE DESCONCENTREM SOLDADOS! Vou escolher quem irá comigo, os outros continuarão com seus afazeres. Entendo que todos querem saber o que aconteceu com nossos colegas, mas preciso que vocês fiquem aqui protegendo nossa cidade, pois tudo isso pode ser apenas uma cilada do inimigo. – disse Balans.

- O exército de Boos é o culpado não é capitão? – falou o espadachim Grambet com tom de vingança.

Balans apenas disse:

- É muito cedo para tirarmos qualquer conclusão.

Depois disso pediu silêncio e dedicou-se a escolher sua centena de bravos homens que iriam acompanhá-lo naquela misteriosa jornada. Vinte arqueiros e oitenta homens de frente, foi o que ele julgou necessário.

- Iremos partir ao amanhecer, para estarmos lá antes do anoitecer! – falou ele após terminar sua escolha, e dirigiu-se para seus aposentos que ficavam no andar superior do quartel. Aposentos de luxo para o melhor soldado do reino.

Durante a noite, enquanto Balans já dormia, um vulto se aproxima de seu quarto. Alguém abre a porta, mas antes mesmo que o invasor pudesse ter alguma reação, Balans já rende a pessoa. Ao acender as lamparinas do local ele vê que se trata de seu grande amor, a princesa Mila. Os dois tinham um caso escondido do Rei a vários meses, já que apesar do general ser o homem de confiança de Fisnik, o destino que o mesmo queria para sua filha era diferente.

- Meu amor, o que faz aqui tão tarde? Alguém poderia vê-la, e seria o fim para nós se seu pai descobrisse, você sabe! – disse Balans.

- Não se preocupe, eu fui cuidadosa, e no castelo Apyr está me acobertando. Eu não poderia deixar de vir alerta-lo sobre meu sentimento quanto a essa viagem! Eu lhe amo muito e tenho que evitar que algo aconteça, eu não agüentaria. Tenho um péssimo pressentimento.

Mas Balans olha fixamente em seus olhos, passa a mão em seu rosto preocupado e diz:
- Você sabe que eu nunca faria nada que pudesse me afastar de você minha princesa, eu prometo que irei para esta viagem e logo estarei de volta! Além disso, você sabe o que eu sou, não tenha medo.

- Mas Balans, eu... – porém Mila é interrompida por um beijo de seu amante.

Os dois têm uma ardente noite de amor e horas depois, os 101 bravos homens de Skild estão montados em seus cavalos do lado de fora dos portões. Eles saíram em direção aos seus destinos.

Escrito por The Scribbler às 13h40
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24/09/2009


 

MALAIKAT

 

CAPÍTULO I – PLANÍCIE SANGRENTA

 

Uma planície que se estendia até onde os olhos podem ver. Um leve brilho do sol que ia desaparecendo aos poucos, enquanto a grande estrela ia sumindo no horizonte aparentemente interminável. Um ambiente seco e morto, sem plantas, árvores ou qualquer coisa que dê alguma vida ao local. O que se via eram apenas algumas pedras espalhadas ao longo daquela imensidão. E o cheiro de sangue, ah, o inconfundível cheiro de sangue que pairava por aquela paisagem quase sem luz neste momento. Abutres planavam sobre os corpos totalmente sem vida que cobriam quilômetros de terra e pedras. Corpos? Era o que pareciam ao menos, já que a brutalidade do massacre ao qual foram submetidos era indescritível. Armaduras e espadas que pertenciam aos soldados pareciam feitas de papel quando se observava a simplicidade com que foram partidas em pedaços. Em um cenário tão devastador alguém permanecia em pé, ofuscado pela escuridão, alguém com músculos fortes e porte atlético, alto e levemente corcunda. Um homem poderia fazer tudo aquilo? Permaneceu imóvel olhando para o cenário que ele mesmo tinha construído com suas duas espadas, as quais carregava cobertas de sangue humano, assim como seu corpo. Uma risada lunática se ouviu do assassino seguida por uma brusca alteração de humor, uma voz que poderia ser traduzida como o puro ódio saindo da boca daquele estranho homem:

- FISNIK!

 

Longe daquele cenário grotesco, já no dia seguinte, uma bela cidade, aparentemente próspera, tinha um dia ensolarado e tranqüilo. Era uma grande vila com casas, mercados, e todo tipo de comércio que poderia imaginar-se. As pessoas se vestiam bem e eram saudáveis. Exatamente no centro da cidade, coberta por muros altos e constantemente vigiados por guardas, encontrava-se um castelo imponente e grandioso, construído com pedras brancas extremamente sólidas, encontradas por soldados décadas antes em uma viagem a um reino aliado. Dizia-se que as pedras eram mágicas, e que nem sequer Deus poderia destruir tal castelo. No topo do castelo, uma bandeira belíssima de cor vermelha e branca balançava com o vento. Um escudo nela estava gravado, o símbolo da nação guerreira de Skild. Em um dos aposentos estava uma jovem de cabelos loiros e longos, vestida com trajes nobres e azuis. Sua pele era branca e delicada e se tratava de uma mulher de estatura média, com belas curvas. Era a princesa Mila, o sonho de qualquer homem que já a tivesse olhado em sua vida. Enquanto olhava pela janela do castelo todas as vidas que se encontravam e conviviam lá embaixo, as portas de seu quarto se abrem e aparece um grisalho homem, alto e forte, de aparência muito boa e com a barba feita. Ele se aproxima de Mila vestido em roupas do mais nobre tecido daquela cidade, e fala:

- Minha filha, minha doce princesa Mila, como você está hoje? Não tive tempo de vir lhe visitar antes, peço desculpas.

- Tudo bem papai, estou bem – diz Mila com certo tom de tristeza.

- Não se esqueça que daqui a dois dias chegará a Skild o príncipe do reino Swaard, para acertarmos os detalhes de seu casamento, espero que se prepare bem para conhecer seu futuro marido minha princesa.

- Papai, já conversamos sobre isso. Já que não posso fugir do meu destino com este homem a quem sequer conheço, me deixe pelo menos ficar em paz enquanto o senhor traça o meu destino por mim. – diz Mila indiferente, sem sequer expressar um sorriso ou lágrima para seu pai.

- Por favor, não dificulte as coisas! Você sabe que Skild e Swaard são os dois reinos mais fortes militarmente, não podemos deixar escapar uma oportunidade dessas. Se fizermos uma aliança entre nossos exércitos podemos conquistar qualquer coisa que quisermos!

Um barulho na porta se ouve nesse momento:

- Rei Fisnik, aqui quem fala é o general Balans. Podemos conversar um instante?

Aquela voz grave, mas ao mesmo tempo suave ecoa nos ouvidos de Mila, que sente um arrepio sem igual passar por seu corpo inteiro, porém, não se move para que seu pai não perceba seus sentimentos.

- Estou indo general! E você minha filha, pense no que eu disse. – diz o pai de Mila, saindo pela porta.

Do lado de fora Balans está de prontidão esperando por seu rei. Um homem de cabelos até o ombro, moreno, forte e alto. Estava trajado com sua armadura de batalha como de costume, uma armadura negra com o símbolo de Skild na altura do peito.

- Fale Balans, você tem minha atenção! – fala Fisnik impaciente.

- Meu Rei, acabamos de receber um relato de um viajante nosso que passava pelo lado sul da Planície Aravath. Ele disse que pôde ver a vários quilômetro corpos de soldados com armaduras, e meu Rei, ele disse que eram nossas armaduras.

- O que? Os mil soldados que enviamos para barrar os espiões de Boos? Impossível, recebemos informações de nosso infiltrado de que um pequeno esquadrão de soldados da classe Ninja estaria vindo para uma infiltração e assassinato de pessoas chaves de nosso reino, não são soldados especialista em combate, vinte de nossos soldados dariam conta deles. Mandei um pequeno exército de mil homens exatamente para prevenir que meu informante nos traísse e fôssemos pegos em uma emboscada. Como poderiam eles ser derrotados, são soldados Skild! – o Rei fica inconformado com a notícia.

- Calma, por favor, ainda não sabemos se o que nosso viajante viu é realmente o que nos falou. Vou mandar agora um esquadrão verificar de perto a informação, ai sim poderemos tirar alguma conclusão.

- Faça isso, preciso saber o que realmente aconteceu naquela planície. – diz o Rei.

- Eu pessoalmente irei verificar a veracidade de tais fatos meu senhor, com a sua licença.

Balans sai para reunir mais soldados e verificar o que aconteceu na Planície Aravath. Quais serão as conclusões que o mesmo tirará perante tal atrocidade?

 

Escrito por The Scribbler às 11h20
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Criei este blog apenas para minha diversão e também daqueles que a ele visitam. Apenas quero extravasar minha criatividade em histórias que publicarei em capítulos periodicamente, e espero que todos dêem suas opiniões a respeito, pois tenho muita curiosidade e necessidade de saber o que vocês acham.

A primeira história será Malaikat (Arcanjo em indonésio), e espero que vocês curtam o primeiro capítulo.

Saudações :)

Escrito por The Scribbler às 11h17
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